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Ano agrícola animador no Fogo
A Semana , 27.8.2006 - A situação do ano agrícola na ilha do Fogo caracteriza-se, neste momento, de excelente nas zonas húmidas e sub húmidas e de menos boa nas zonas áridas e semi-áridas. O quadro fitossanitário na região é, duma maneira geral, animador para os trabalhadores da terra.
Conforme o técnico agrícola José Pedro Lopes, a nível dos Mosteiros, mais concretamente nas zonas altas a partir 250 a 300m de altitude do nível do mar que abrangem as localidades de Achada Grande, Pai António, Atalaia e Ribeira Ilhéu, a situação em termos de humidade de solo é boa neste momento. Lopes precisa que as plantas, destacando-se o milho, estão com dois a três pares de folhas e os feijões encontram-se em plena ramificação. Já nas partes baixas, principalmente nas que ficam entre Mosteiros Trás e Fajãzinha, a humidade de solo é, conforme a mesma fonte, razoável e as sementeiras estão ainda na fase de geminação. Isto devido ao atraso das chuvas.
O mesmo se poderá dizer relativamente ao novo Concelho de Santa Catarina, com destaque para as localidades de Cabeça Fundão, Estância Roque e Tinteira, onde partes dos terrenos aráveis se encontram bem molhadas e outras razoavelmente húmidas. Nas zonas semi-áridas desse município, como Fonte Aleixo, Roçadas e Achada Furna, a humidade do solo é razoável em alguns sítios, e fraca noutros, estando os agricultores a realizarem as primeiras mondas.
Bem animados estão também os camponeses das zonas húmidas do Município de São Filipe, como são os casos de Campanas, Ribeira Filipe e Monte Vaca. Ali a humidade do solo é boa e as culturas de milho estão com dois a três folhas e as de feijões encontram-se na fase de ramificação.
José Pedro salienta, por outro lado, que nos sítios sub-húmidos, entre os quais São Jorge, Ponta Verde, Curral Grande e Lomba, uma parte se encontra bem humedecida e outra razoavelmente molhada. Ou seja, nessa região a situação é de expectativa entre os camponeses. E, por fim, relativamente às áreas semi-áridas, que vão de Santo António, passando por São Domingos e Brandão, até Salto, a humidade do solo é razoável em algumas dessas localidades e a fraca, noutras zonas. As culturas de milho e feijões estão, com efeito, com um e dois pares de folhas.
As chuvas que esta semana atingiram o arquipélago caíram com maior intensidade nas ilhas do Sotavento. Fogo registou, aliás, o mais alto índice pluviométrico com um volume de 93 milímetros, em Galinheiro. Em Ponta Verde as precipitações atingiram 26 mm.
NMC
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