Edil sanfilipense apela à mobilização à volta do projecto de vinha de Maria Chaves     

São Filipe, 26 Fev (Inforpress) - O presidente da Câmara Municipal de São Filipe (ilha do Fogo), Eugénio Veiga, exortou as instituições locais a se mobilizarem em torno do projecto de vinicultura de Maria Chaves, dos padres Capuchinhos, alegando a sua importância no processo de desenvolvimento da ilha e do mundo rural.

O apelo desse autarca surge na sequência da análise feita pela edilidade sanfilipense, à problemática que persiste a respeito do fornecimento da água para rega a esse empreendimento, e que está a condicionar os trabalhos de fixação das plantas que já se encontram faz já algum tempo, naquela ilha.

Eugénio Veiga defende, deste modo, a necessidade de se garantir água em quantidade necessária para a “afirmação” desse projecto de vinha que, conforme disse, é uma infra-estrutura económica que poderá contribuir para “revolucionar o pensamento do mundo rural”.

“É um projecto que mesmo a nível de Cabo Verde tem uma vertente que deve ser acarinhada por todos, porque vai introduzir novas tecnologias, criar um ambiente de competitividade grande, gerar emprego e fazer com que um novo produto nacional seja conhecido lá fora”, disse.

Refira-se, que os trabalhos de preparação do terreno, vedação e instalação do sistema de rega gota a gota, já estão concluídos, encontrando-se já na ilha há cerca de três meses, as 106 mil plantas de videiras que aguardam apenas pela disponibilidade de água para serem fixadas no solo.

Todavia, acontece que a empresa intermunicipal de águas “Aguabrava”, recusa em fornecer a água a esse projecto ao preço de 55 escudos por metro cúbico, por considerar que o mesmo fica muito aquem do custo real da produção, que ronda os 180 escudos.

A Aguabarva alega também para a sua tomada de posição, o facto de neste momento, e empresa não poder contar com nenhum subsídio que compensa o défice que encaixa no fornecimento de água para a agricultura.

JR

Der Bürgermeister von Sao Filipe fordert mehr Einsatz für das Weinbauprojekt Maria Chaves

Sao Filipe, 26.2.2009 (Inforpress) - Der Bürgermeistervon Sao Filipe (Fogo), Eugenio Veiga, ermahnte die lokalen Einrichtungen, sich mehr für das Weinbauprojekt Maria Chaves der Kapuzinerpater einzusetzen und wies auf seine Bedeutung für die Zukunft der Insel und des ländlichen Raumes hin.

Dieser Appell entstand als Folge der Einschätzung der Stadtverwaltung hinsichtlich der Problematik der Wasserversorgung für die Bewässerungsanlage dieses Projektes, von der das Auspflanzen der Setzlinge, die sich schon seit einiger Zeit auf der Insel befinden, abhängig ist.

Eugenio Veiga sprach sich auf diesem Wege dafür aus, Wasser in ausreichender Menge für die Sicherung des Weinbauprojektes zu garantieren. Dies sei eine, wie er sagte, wirtschaftliche Struktumaßnahme, die dazu beitragen wird, "das landwirtschaftliche Denken zu revolutionieren".

"Es handelt sich um ein Projekt, dass auch auf gesamtstaatlicher Ebene einen Nutzen für alle bedeutet, da es neue Technologien ins Land bringt, die Wettbewerbsfähigkeit erhöht, Arbeitsplätze schafft und ein nationales Produkt auch im Ausland bekannt macht", sagte er.

Es sei daran erinnert, dass die Vorbereitung des Bodens, die Einzäunung und die Installation der Tröpfchenbewässerung bereits abgeschlossen sind und dass sich auf der Insel seit etwa drei Monaten 106000 Weinpflanzen befinden, die auf die Bereitstellung des Wassers warten, um ausgepflanzt zu werden.

Die gemeindeübergreifende Wasserversorgungsgesellschaft "Aguabrava" weigert sich jedoch, diesem Projekt Wasser zu einem Preis von 55 Escudos pro Kubikmeter zu liefern, da dies weit unter den realen Produktionskosten liegt, die sich auf etwa 180 Escudos belaufen.

Aguabrava führt zur Unterstützung ihrer Position an, dass zur Zeit keine zusätzlichen Einnahmen in Sicht seien, die das Defizit kompensieren könnten, das sich aus der Wasserversorung der Landwirtschaft ergibt