Extracção de areia será retomada esta semana      

São Filipe, 10 Mar (Inforpress) - A extracção de areia nas praias de São Filipe, suspensa desde 06 de Fevereiro, será retomada esta semana, após analise, do resultado do estudo efectuado por uma equipa pluridisciplinar para determinar a disponibilidade daquele inerte existente nas praias locais.

Entretanto, em declarações à Inforpress, o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Eugenio Veiga, considerou que, a extracção de areia nas praias de São Filipe, deve obedecer a conjugação de parâmetros como, a limpeza das praias, protecção do meio ambiente e a promoção do desenvolvimento social e económico de São Filipe, em particular, e da ilha do Fogo, no seu todo.

Conforme o autarca, a operação de extracção de inertes deve ser planificada e organizada, para que se possa manter o equilíbrio do ambiente e o desenvolvimento, sem pôr em causa a degradação das praias.

“Até agora deu-se mais importância à arrecadação de receitas com extracção de areia do que a protecção do ambiente”, disse Veiga, indicando, que a modalidade de extracção será afixada nesta quarta-feira, durante a sessão ordinária da Câmara, ultrapassando assim a problemática que subsiste à volta desse assunto, com consequências graves para o sector da construção civil.

Ao abrigo da lei, a questão do licenciamento para a extracção da areia compete à Delegação Marítima, enquanto representante do Instituto Marítimo Portuário (IMP). Entretanto, caso a Câmara Municipal venha a “liberalizar” a extracção desse inerte nas praias ribeirinhas da Cidade de São Filipe, poderá estar-se na iminência de se geral agora um conflito devido à “sobreposição” de competências.

Refira-se que, além do licenciamento, se coloca também a questão do controlo da apanha desse inerte nas praias, como forma de se evitar, nomeadamente, o fenómeno da degradação das praias, que trazem consigo outras consequências.

Em Novembro último, devido à erosão que se verificou na praia de Nossa Senhora, provocada pela apanha desenfreada da areia, uma unidade turística e a antiga unidade de conserva de pescado foram parcialmente invadidas e destruídas por fortes ondulações.

JR

Sandabbau wird in dieser Woche wieder aufgenommen

São Filipe, 10.3.2009 (Inforpress) - Der seit dem 6. Februar an den Stränden Sao Filipes untersagte Sandabbau wird in dieser Woche wieder aufgenommen. Dies ist das Ergebnis einer Analyse der Studie einer interdisziplinären Kommission zur Beurteilung der Verfügbarkeit dieses Materials an den lokalen Stränden.

In einer Erklärung gegenüber Inforpress vertrat der Stadtpräsident von Sao Filipe, Eugenio Veiga, die Meinung, dass der Sandabbau im Zusammenhang mit mehreren Faktoren gesehen werden muss: die Sauberkeit der Strände, der Umweltschutz, und die Belange der sozialen und wirtschaftlichen Weiterentwicklung von Sao Filipe und der gesamten Insel Fogo.

Wie der Bürgermeister sagte, müsse der Sandabbau geplant und organisiert geschehen, um ein Gleichgewicht zwischen Umwelt- und Entwicklungsanforderungen zu erreichen und das Verschwinden der Strände nicht zu riskieren.

"Bislang wurde mehr Gewicht auf die Gebühreneinnahmen durch den Sandabbau, als auf den Umweltschutz gelegt," sagte Veiga und wies darauf hin, dass die genauen Modalitäten des Abbaus an diesem Mittwoch während der ordentlichen Sitzung der Stadtversammlung festgelegt würden und kam auch auf die schwerwiegenden Konsequenzen zu sprechen, die im Zusammenhang mit dieser Angelegenheit für die Bauwirtschaft bestehen.

Laut Gesetz steht die Lizenzvergabe für den Sandabbau der Abteilung für Meeresangelegenheiten als Vertreter des Meeres- und Hafeninstitutes zu. Sollte also die Stadtverwaltung den Sandabbau an den Meeresstränden der Stadt Sao Filipe liberalisieren, könnte jetzt ein allgemeiner Streit um Zuständigkeiten bevorstehen.

Es sei darauf hingewiesen, dass sich neben der Lizenzvergabe auch die Frage der Kontrolle des Sandabbaus an den Stränden stellt, um so eine zunehmende Verkleinerung der Strände mit ihren weitergehenden Konsequenzen zu verhindern.

Im letzten November wurden auf Grund des unkontrollierten Sandabbaus und der damit verbundenen Erosion am Strand Nossa Senhora eine touristische Einrichtung und die alte Fischverarbeitungshalle von hohen Wellen teilweise überflutet und zerstört.