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Transformar a ilha do Fogo numa região vinícola de Cabo Verde - José Maria Veiga
São Filipe, 15 Mai. (Inforpress) – O Ministério do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos (MADRM) vai transformar Fogo numa ilha vinícola de Cabo Verde, através da criação de condições para o aumento da área cultivada.
O desafio foi lançado pelo titular do Ambiente, José Maria Veiga. Assegurou que para além da implementação do projecto da vinha de Maria Chaves, dos Padres Capuchinhos, existe um outro projecto a ser analisado pelos técnicos do Ministério. Sem revelar o nome, afirma tratar-se de um outro grupo interessado na vinicultura.
O referido grupo, segundo o ministro, requer um espaço de 150 hectares para a produção da vinha na ilha do Fogo. Nenhuma decisão foi ainda tomada, uma vez que se coloca a problemática de carência de água.O projecto vai avançar na prática depois da resolução da água para a agricultura e, para o ministro, o escoamento do produto deve ser analisado no momento oportuno.
“Não há que ter medo porque cada vez que a ilha se desenvolva mais, teremos as condições para ter um sistema de escoamento que justifique a vinda de barcos, incrementando a exportação para outros pais”, disse acrescentando que havendo água, e há capacidade aquífera, a ilha do Fogo se transformará numa região vinícola de Cabo Verde.
A aposta é fazer com que haja outras organizações de produtores na ilha, disse o titular da pasta. Um resultado positivo da experiência de Maria Chaves vai permitir o desenvolvimento de projectos com outros grupos nacionais, de forma autónoma, a apropriação da tecnologia, a experiência e estudo do mercado para a sua expansão.
“Estamos num processo da apropriação de novas tecnologias. Uma vez apropriada, o Governo vai criar condições para que nasçam iniciativas que serão apoiadas e enquadradas pelo Executivo, não só para a ilha do Fogo”, disse Veiga, acrescentando que o Ministério que tutela está a fazer um trabalho de levantamento de outras regiões do país com potencialidades para introdução de novas espécies de vinha.
A diversificação da cultura e novas tecnologias serão introduzidas, em sistema empresarial, tendo em conta não só o mercado interno, mas também externo. Esta dinâmica vai, no entender do governante, atiçar a motivação dos técnicos e dos agricultores.
Sobre a disponibilidade de água José Maria Veiga disse que o ministério vai continuar a mobilizá-la através de furos de prospecção subterrânea, já que pelas indicações técnicas, resultantes das características da ilha, em termos hidrológico, é extremamente difícil construir barragens para tal.
Isso não vai impedir que o Ministério do Ambiente continue a construir diques de correcção torrencial para permitir a infiltração da água nos sítios onde é permitido fazer agricultura.
JR
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Fogo soll die Weinregion Cabo Verdes werden
Sao Filipe, 15.5.2009 (Inforpress) - Das Ministerium für Umwelt, Entwicklung des ländlichen Raumes und Meeresangelegenheiten will die Voraussetzungen für eine Vergrößerung der Anbaufläche schaffen und so Fogo zur Weininsel Cabo Verdes machen.
Diese Ankündigung wurde von Umweltminister José Maria Veiga gemacht. Er erklärte, dass es über das Projekt der Kapuziner in Maria Chaves hinaus ein weiteres Projekt gäbe, das von den Technikern des Ministeriums derzeit analysiert werde. Ohne den Namen zu nennen, stellte er fest, dass es sich um eine am Weinanbau interessierte Gruppe handele.
Diese Gruppe, so der Minister, habe um die Ausweisung von 150 ha für den Weinanbau auf der Insel Fogo gebeten. Eine Entscheidung sei allerdings wegen der Problematik des Wasserbedarfs noch nicht getroffen worden. Das Projekt solle umgesetzt werden, nachdem die Frage des Wassers für die Landwirtschaft und des Absatzes der Produkte zu einem zweckmässigen Zeitpunkt geklärt sei.
"Sie brauchen sich keine Sorgen zu machen, denn immer, wenn sich die Insel weiterentwickelt, schaffen wir durch die Bereitstellung von Schiffen die Bedingungen für den Warentransport und den Export in andere Länder", sagte er und fügte hinzu, dass sich die Insel Fogo mit der verfügbaren Wasserkapazität in die Weinregion Cabo Verdes verwandeln wird.
Es besteht die Absicht, noch weitere Produzentengruppen auf der Insel zu haben, sagte der Minister. Die positiven Erfahrungen mit dem Weinanbaugebiet Maria Chaves gestatten die Entwicklung weiterer Projekte durch unabhängige nationale Gruppen, die Anwendung ihrer Technologie, Erfahrung und Marktanalyse.
"Wir befinden uns in einem Prozess der Anwendung neuer Technologien. Wenn sie sich bewähren, wird die Regierung die Voraussetzungen schaffen, damit neue Initiativen entstehen, die unterstützt und integriert werden, und dies nicht nur auf der Insel Fogo", sagte Veiga und fügte hinzu, das leitende Ministerium analysiere gerade die Möglichkeit, diese neuen Weinsorten auch in anderen Regionen des Landes einzuführen.
Die Diversifizierung des Anbaus und die neuen Technologien würden auf unternehmerischer Ebene umgesetzt, nicht nur für den Binnenmarkt, sondern auch für den Export. Es sei die Absicht der Regierung, mit dieser Dynamik das Engagement der Techniker und Landwirte zu entfachen.
Hinsichtlich der Verfügbarkeit von Wasser sagte José Maria Veiga, das Ministerium werde sie durch weitere Sondierungsbohrungen vorantreiben, da es auf Grund der Struktur der Insel technisch außerordentlich schwierig sei, Staudämme anzulegen.
Dessen ungeachtet würde das Umweltministerium weiterhin Rückhaltedämme bauen, damit das Wasser in Bereiche umgeleitet werden kann, in denen Landwirtschaft möglich ist.
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