Ilha do Fogo recebe areia importada da Mauritânia dentro de 45 dias      
 
São Filipe, 03 Jun. (Inforpress) – O problema da apanha de areia para a construção civil ficará resolvido dentro de 45 dias na ilha do Fogo com o início da importação da areia da Mauritânia por uma empresa luso-cabo-verdiana.

A empresa “Fonseca & Fonseca” vai iniciar a importação nos próximos dias, usando três barcos apropriados para este serviço, sendo um para abastecer a ilha do Fogo, outra para Santiago e um para o Sal.

Para a ilha do Fogo, em cada viagem, serão transportados seis mil metros cúbicos de areia a serem depositados, em princípio, na praia de Nossa Senhora para venda, depois da bombagem realizada por um navio draga. O preço ainda não foi definido.

Um dos accionistas da empresa, contactado telefonicamente pela Inforpress, disse que o projecto foi aprovado pela Direcção Geral do Ambiente e que a empresa está na posse do alvará que lhe permite efectuar a importação. Indicou que ainda esta semana deverão chegar a ilha do Fogo as viaturas necessárias para o processo.

Esta semana, chegam à cidade de São Filipe dois responsáveis da empresa para discutir com o edil de São Filipe a planta de localização do estaleiro, que em princípio será localizado na praia de Nossa Senhora.

A importação de areia começará numa boa altura já que a Delegação Marítima de São Filipe já fez saber que a partir de Julho fica interditada a extracção de areia na praia de Fonte Vila e Nossa Senhora por serem utilizadas para a desova das tartarugas.

A proibição estende-se por um período de quatro meses e, durante esse espaço de tempo, a extracção de areia processar-se-á em Salinas, situada a mais de 20 quilómetros a norte de São Filipe, já que a praia Ladrão está praticamente sem areia.

A extracção de areia na praia de Fonte Vila, apesar do controlo e fiscalização, tem sido preocupante e com efeito nefasto na degradação do ambiente. Além da desova da tartaruga, pretende-se com a medida preservar o meio ambiente e essa praia é muito utilizada pelos banhistas de São Filipe.

Actualmente a extracção de areia só é permitida de segunda a sexta-feira das 8 às 15 horas e cada camionista tem direito a duas voltas e a média de extracção diária não pode ultrapassar os 45 camiões/dia.

Com a interdição da apanha de areia para breve e com o acelerar das obras da construção civil, quer de infra-estruturas sociais como estrada Salto/Chã de Caldeiras, Centro de Formação, ampliação do Porto e para breve o inicio do circular do Fogo, como de moradias, a pressão sobre a areia é grande e a solução passa pela importação de inertes.

JR

In 45 Tagen bekommt Fogo Sand aus Mauretanien

Sao Filipe, 3.6.2009 (Inforpress) - Das Problem des Sandabbaus für den Bausektor wird innerhalb von 45 Tagen mit dem Beginn des Importes von Sand aus Mauretanien durch eine portugiesisch-kapverdische Firma gelöst werden.

Die Firma  “Fonseca & Fonseca” wird in den nächsten Tagen mit dem Import beginnen. Drei für diesen Zweck geeignete Schiffe werden eingesetzt, je eines für die Versorgung der Inseln Fogo, Santiago  und Sal.

Für die Insel Fogo werden bei jedemTransport 6000 Kubikmeter Sand herbeigeschafft, die zunächst zum Verkauf mittels eines Nassbaggers auf den Strand Nossa Senhora gepumpt werden. Ein Preis wurde noch nicht festgelegt.

Ein Vertreter des Unternehmens erklärte auf telefonische Anfrage durch Inforpress, dass das Vorhaben durch die Geschäftsstelle für Umweltfragen genehmigt worden sei und dass das Unternehmen im Besitz einer Genehmigung sei, um den Import durchzuführen.  Er wies darauf hin, dass noch in dieser Woche die für die Arbeiten notwendigen Fahrzeuge auf der Insel Fogo eintreffen werden.

In dieser Woche werden auch zwei Vertreter des Unternehmens in Sao Filipe eintreffen, um mit dem Bürgermeister den Lagerplatz festzulegen,  der zunächst am Strand Nossa Senhora sein wird.

Der Import des Sandes geschieht zu einem günstigen Zeitpunkt, da die Abteilung für Meeresangelegenheiten in Sao Filipe schon bekannt gegeben hat, dass ab Juli der Sandabbau am Strand von Fonte Vila verboten ist, da die Schildkröten dort dann ihre Eier ablegen.

Das Verbot gilt für 4 Monate und der Sandabbau müsste dann bei Salinas, 20 Kilometer nördlich von Sao Filipe, durchgeführt werden, da sich am Strand Ladrão bereits kein Sand mehr befindet.

Der Sandabbau am Strand Fonte Vila ist trotz Überwachung besorgniserregend und mit schweren Umweltschäden verbunden. Nicht nur wegen der Eiablage der Schildkröten beabsichtigt man, Umweltschutzmaßnahmen zu ergreifen. Dieser Strand wird auch von Badegästen aus Sao Filipe viel besucht.

Zur Zeit ist der Sandabbau nur von Montag bis Freitag von 8.00 bis 15.00 Uhr gestattet, jeder Laster darf nur 2 Touren fahren und die tägliche Entnahme ist auf 45 Ladungen begrenzt.

Mit dem baldigen Verbot des Sandabbaus und der gleichzeitigen Zunahme der Bautätigkeit sowohl im Wohnungsbau, wie auch im öffentlichen Bereich (die Straße von Salto in die Cha das Caldeiras, das Fortbildungszentrum, die Hafenerweiterung und in Kürze auch die Erneuerung der Ringstraße) ist ein großer Druck hinsichtlich der Sandbeschaffung entstanden und nur der Sandimport kann dieses Problem lösen.