Forscher alarmieren: vulkanische Risiken auf Brava größer als auf Fogo

Sao Filipe, 26.6.2009 (Portal do Fogo) - Die internationalen Spezialisten, die in den letzten Tagen auf den Inseln Fogo und Brava waren, um die vulkanischen Risiken einzuschätzen, teilen mit, das die vulkanische Aktivität auf der Insel Brava gegenüber der Insel Fogo ein erhöhtes Gefährdungspotential besitzt, da es in den letzten 500 Jahren der Existenz Cabo Verdes dort keine Eruption gegeben hat. Dies wurde von Joao Fonseca, dem Professor des Obersten Technischen Institutes von Lissabon, mitgeteilt.

Aus geologischer Sicht, so Fonseca, ist die vulkanische Aktivität der Insel sehr neu, was sie besonders gefährlich macht. Dabei muss man berücksichtigen, dass es auf der Insel sehr seltene Phänomene gibt, die bei ihrem Auftreten schwerwiegende Konsequenzen haben, obwohl man nicht vorhersehen kann, ob sie alle 1000 oder 2000 Jahre auftreten. "Deshalb ist ist das mit der vulkanischen Aktivität auf Brava verbundene Risiko ziemlich bedeutend. Und wir müssen nicht nur die vulkanischen Risiken bedenken, sondern auch andere Aspekte, wie z. B. das Risiko von Überflutungen und Steinschlag", fügte er hinzu.

Im Verlauf seiner Arbeiten versicherte der Professor, es gäbe Unterstützung für die gesamte Bevölkerung und vor allem für die kapverdischen Kollegen, die mit diesem Studien befasst seien, sowohl am Nationalen Institut für Meteorologie und Geophysik als auch an der Universität Cabo Verde und für den Nationalpark Fogo einschließlich der Bevölkerung der Cha das Caldeiras, "die uns ihre Sichtweise der vulkanischen Risiken und der Verbundenheit der Bevölkerung mit dem Vulkan vermittelt hat", fügte er hinzu.

Das Programm des Projektes "MIA-VITA" wird von der Europäischen Union finanziert und dient Studien zur Reduktion vulkanischer Risiken. Im Rahmen dieses Projektes werden eine Reihe von Vulkanen in Indonesien, auf den Philipinen, in Kamerun und in Cabo Verde der Vulkan von Fogo analysiert.

Investigadores alertam para maior risco vulcanico na Brava do que no Fogo
  
Sao Filipe 26-Jun-2009 (Portal do Fogo) - Os especialistas internacionais que estiveram na ilha do Fogo e Brava nos últimos dias a monitorar os riscos vulcânicos das ilhas, avançaram que a actividade vulcânica na ilha Brava é mais perigosa do que a da ilha do Fogo e existe maior risco vulcânico, devido a inexistência de erupções vulcânicas durante os 500 anos da existência de Cabo Verde. A declaração foi avançada pelo professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa, João Fonseca.

Segundo ele, do ponto de vista geológico, a actividade vulcânica da ilha é muito recente o que a torna mais perigosa, tendo em conta que existe na ilha fenómenos mais raros, e quando acontece tem consequências mais graves, além de que não se consegue saber se são de mil em mil ano ou de dois em dois mil anos. “Portanto o risco associado a actividade vulcânica na Brava é também bastante significativo. E não é só o risco vulcânico que estamos a considerar, mas outros aspectos relacionados como o risco das inundações, das quedas de rochas, entre outros”, argumentou.
 
Durante o trabalho, o professor garante que teve apoio de toda comunidade, principalmente dos colegas cabo-verdianos que têm estudados estes assuntos quer nos Instituto Nacional Meteorologia e Geofísica, quer na Universidade Cabo Verde, o Parque Natural do Fogo, inclusive a população de Chá das Caldeiras que "também nos ofereceram os seus pontos de vista sobre o risco vulcânico e a relação da população com o vulcão”, conclui.

O programa do projecto “MIA-VITA” é financiado pela União Europeia para o estudo para a redução do risco vulcânico. Existe um conjunto de vulcões que estão a ser analisados no âmbito deste projecto na Indonésia, nas Filipinas, nos Camarões e em Cabo Verde, mais especificamente o vulcão do Fogo.