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Atraso das chuvas deixa agricultores apreensivos em relação ao ano agrícola
São Filipe, 28 Jul (Inforpress) – O atraso registado na queda das precipitações, mesmo nas zonas tradicionalmente agrícolas, deixa os agricultores apreensivos em relação a campanha agrícola deste ano, na ilha do Fogo.
Quando se caminha para o final de Julho, apenas numa parte dos municípios de Santa Catarina do Fogo e dos Mosteiros, registaram a queda das chuvas e, consequentemente, o inicio da faina agrícola, mas, mesmo assim, os agricultores estão preocupados porque a quantidade das precipitações não foi significativa.
“A chuva está ingrata este ano”, disse um camponês de Ponta Verde, com um misto de preocupação e de esperança, para uma localidade cuja principal actividade econômica é agricultura.
Toda a zona norte de São Filipe, desde Ponta Verde até Campanas, considerada de celeiro da ilha, os agricultores tem o terreno preparado e pronto para iniciar a faina agrícola, assim que se registar a queda de precipitação em quantidade suficiente para fazer germinar as sementes.
Comparativamente com o ano passado, regista-se um atraso de quase um mês, pois no final de Julho de 2008 os agricultores das zonas agrícolas por excelência estavam a concluir a primeira monda e este ano ainda nem sequer fizeram as sementeiras.
Os Centros de Extensão Rural de Campanas Baixo, Curral Grande, Ponta Verde e Cova Figueira estão neste momento a produzir plantas hortícolas de sequeiro como tomate, pimento e repolho para distribuir aos agricultores após a queda das primeiras chuvas.
Além de plantas hortícolas, a Delegação do Ministério do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos (MADRRM) está a produzir plantas florestais, fruteiras endémicas, que serão fixadas através das associações ou de forma directa após a queda das chuvas em quantidade.
Em termos de plantas fruteiras, a Delegação, através dos seus viveiros, tem em produção 34 mil e 400 plantas (videiras, laranjeira, limoeiro, tangerina, mangueira, macieira...), enquanto que a nível de florestais e endémicas serão produzidas 59 mil 165 no quadro do projecto Protecção dos Recursos Naturais na Ilha do Fogo, PRNF, dos programas de ordenamento florestal e de investimento.
Quanto à pecuária, cerca de 4 mil e 500 litros de semente de “djangilano, flor vermelho e rabogato” serão lançados no âmbito do projecto “melhoramento de raça”, cobrindo uma área de 43 hectares, aproximadamente e a afixação 23 mil e 600 plantas (leucaena, Parkinsonia, Figueira Paraíso, azedictha, Feijão congo e Rícino) nos diferentes campos de pastagens. JR
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Verspätung der Niederschläge beunruhigt Bauern für die kommende Saison
Sao Filipe, 28.7.2009 - Die verspäteten Niederschläge besonders in den traditionellen Anbaugebieten beunruhigt die Bauern der Insel Fogo in Hinblick auf die kommende landwirtschaftliche Saison.
Bis Ende Juli konnten nur Teile der Kreise Santa Catarina und Mosteiros Niederschläge verzeichnen und mit der Feldarbeit beginnen, aber die Bauern sind trotzdem besorgt, da die Niederschlagsmenge eher unbedeutend war.
"Der Regen ist uns in diesem Jahr nicht gnädig," sagte ein Landwirt aus Ponta Verde, einer Gegend, deren hauptsächlicher Wirtschaftszweig die Landwirtschaft ist, mit einer Mischung aus Sorge und Hoffnung.
Im gesamten Norden von Sao Filipe, der Kornkammer der Insel von Ponta Verde bis Campanas, sind die Anbauflächen für den Beginn der Feldarbeit vorbereitet, die beginnt, sobald ausreichende Regenmengen ein Keimen des Saatgutes zulassen.
Im Vergleich mit letztem Jahr gibt es bereits eine Verzögerung von einem Monat. Ende Juli 2008 hatten die Bauern in den ausgewiesenen Anbaugebieten bereits das erste Hacken beendet, während in diesem Jahr noch nicht einmal die Aussaat stattgefunden hat.
In den Genossenschaftszentren von Campanas Baixo, Curral Grande, Ponta Verde und Cova Figueira werden zur Zeit Gemüsepflanzen wie Tomate, Paprika und Kohl vorgezogen, die nach den ersten Niederschlägen an die Bauern verteilt werden sollen.
Neben dem Gemüse werden vom Ministerium für Umwelt, ländliche Entwicklung und Meeresangelegenheiten auch Bäume und einheimische Früchte vorgezogen, die durch die Genossenschaften oder direkt gepflanzt werden sollen, sobald es ausreichend geregnet hat.
Das Ministerium hat in seinen Gärten 34 400 Setzlinge von Fruchtpflanzen (Weinstöcke, Apfelsinen, Zitronen, Mandarinen, Mango, Äpfel...) und 59 165 Setzlinge von Bäumen und anderen einheimischen Pflanzen, die im Rahmen des Projektes zum Schutz der natürlichen Ressourcen der Insel Fogo als Bestandteil des Aufforstungs- und Investitionsprogramms produziert werden.
Was die Viehzucht betrifft, so werden etwa 4 500 Liter Saatgut der Marken “djangilano, flor vermelho und rabogato” im Rahmen des Projektes "Verbesserung der Arten" und ausreichend für etwa 43 Hektar, ausgegeben, sowie 23 600 Pflanzen der Arten leucaena, Parkinsonia, Paradisfeigen, azedictha, Kongobohnen und Rizinus zum Anbau auf verschiedenen Weideflächen.
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