José Maria Veiga e Eugénio Veiga analisam situação da extracção de areia no Fogo
 
A Semana, 04 Agosto 2010 - A problemática de extracção de areia nas praias de São Filipe em pleno período de desova das tartarugas será analisada esta semana pelo ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, e o presidente da Câmara Municipal, Eugénio Veiga.

O ministro deve propor ao autarca sanfilipense a suspensão imediata da extracção de inerte na praia de Fonti Bila. Recorde-se que de forma unilateral a Câmara Municipal de São Filipe, desde o início deste ano, tem emitido licenças para exploração de areia, contrariando, assim, o definido na lei.

Esta decisão da CMSF tem suscitado criticas dos banhistas e dos defensores do ambiente em São Filipe. Mas as autoridades estão sob fogo cruzado e debaixo de grande pressão. Isso porque, de um lado, estão os camionistas e os trabalhadores da construção civil, cuja sobrevivência depende em parte da extracção de inertes. Do outro lado, os defensores do meio ambiente e das praias em particular, que querem evitar a situação vivida nos anos 90 na Vila de Igreja (Mosteiros) e que levou ao desaparecimento da praia, venha a repetir-se em São Filipe.

Entretanto, para pôr cobro à "venda ilegal" de areia por parte da Câmara Municipal de São Filipe, o Instituto Marítimo e Portuário avançou com uma providência cautelar junto do Tribunal. O propósito da providência é impedir a Câmara de continuar a vender a areia que vai buscar às praias de São Filipe.

Há duas semanas a autarquia de S. Filipe chegou a cancelar a extracção de areia, mas dias depois retomou a venda de areia. Eugénio Veiga disse que o período de suspensão serviu para a edilidade reorganizar os serviços e pôr um pouco de ordem na bagunça que rodeava a apanha de areia no local.
 

Maria Jose Veiga und Eugenio Veiga analysieren die Situation des Sandabbaus in Sao Filipe
 
Sao Filipe, 4. August 2010 (A semana) - Die Problematik des Sandabbaus an den Stränden von Sao Filipe während der gesamten Laichzeit der Schildkröten wird in dieser Woche durch den Minister für Umwelt, ländliche Entwicklung und Meeresangelegenheiten, Maria Jose Veiga und den Bürgermeister, Eugenio Veiga, untersucht.

Der Minister wird dem Bürgermeister  einen sofortigen Stopp des Sandabbaus am Strand Fonti Bila vorschlagen. Es sei daran erinnert, dass die Stadtverwaltung von Sao Filipe im Widerspruch zum geltenden Recht  einseitig Lizenzen für den Sandabbau vergibt.

Diese Entscheidung hat zu Kritik der Strandbesucher und Umwelt-Aktivisten in Sao Filipen geführt. Aber die Behörden stehen im Kreuzfeuer und unter großem Druck. Auf der einen Seite sind es die LKW-Fahrer und Bauarbeiter, deren Überleben zum Teil vom Sandabbau abhängt. Auf der anderen Seite gibt es die Verteidiger der Umwelt und insbesondere der Strände, die verhindern wollen, dass sich eine Situation wie in den 90er Jahren in Vila de Igreja (Mosteiros) wiederholt, wo [der Sandabbau] zu einem Verschwinden des Strandes geführt hat.

Um den "illegalen Verkauf" von Sand seitens der Stadt Sao Filipe zu stoppen, ist das Institut für Meeresangelegenheiten und Häfen unterdessen mit einer Unterlassungsklage vor Gericht gegangen. Das Ziel ist es, die Stadtverwaltung daran zu hindern, weiterhin Sand zu verkaufen, der von den Stränden Sao Filipes geholt wird.

Vor zwei Wochen hat die Stadtverwaltung den Sandabbau kurzfristig ausgesetzt, aber einige Tage später wieder genehmigt. Eugenio Veiga sagte damals, die Aussetzung hätte der Stadtverwaltung dazu gedient, die Abläufe neu zu organisieren und so eine gewisse Ordnung in das Chaos rund um den Sandabbau zu bringen.

Anmerkung des Übersetzers: Den Schildkröten droht - vermutlich schon seit Jahrhunderten - auch noch von anderer Seite Gefahr: ihr Fleisch wird von vielen Einwohnern als ganz besonders schmackhaft geschätzt. Sie nachts bei der Eiablage am Strand auf den Rückern zu werfen und zu schlachten ist zwar verboten und wird auch verfolgt, aber das Auge des Gesetzes ist nun mal nicht überall.